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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011

...

 

 

cerca de ano e meio que não escrevia aqui nada.. nunca tive muitos leitores, também nunca divulguei o blog.O meu intuito nunca foi o de ter um super-blog cheio de seguidores. Escrevo porque e quando me apetece.

 

Hoje abri isto e verifiquei uma coisa curiosa: Em 2005 escrevi um texto intitulado "Chegaram os Avecs" . Passados 6 anos continuo a receber comentários, sobretudo de emigrantes em França, geralmente a tratarem-me abaixo de cão.

 

Interessante.  Não que me rale, claro, mas acho interessante.  Por algum motivo escrevi acerca do Avec, e não acerca do emigrante na Alemanha, Holanda, Reino Unido, Austrália, Canada, África do sul etc. etc., que tem outro saber-estar. O Avec de facto tem características únicas: a sua incapacidade de compreensão da ironia humorística é uma delas.. Temos pena !

 

 


escrevinhado por Mikas às 16:26

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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Estafadêra...

Começo por olhar a pilha de roupa para passar e decido que vai ser agora.

Lembro-me que no meio da pilha está uma camisa branca que precisa dum botão que convém ser pregado antes de a passar a ferro.  Ao abrir a caixa da costura, reparo como está desarrumada.  Decido que vou fazer isso agora, porque senão depois esqueço-me e vai continuar desarrumada.

Verifico que tenho 2 carrinhos de linha vazios e 1 agulha partida dentro da caixa, e dirijo-me ao balde do lixo para os deitar fora… xiii, o balde está cheio!   Tiro o saco do lixo de dentro do balde, ato e pouso no canto da cozinha  - tenciono logo a seguir ir colocar o mesmo no contentor - e vou à dispensa buscar outro saco, e noto, com desagrado que tenho um pacote de arroz rebentado na prateleira com metade do conteúdo espalhado.

Volto à cozinha para pegar em pá e escova, varro o arroz da prateleira e vou para despejar o mesmo no balde do lixo quando me lembro que está sem saco. Pouso a pá e a escova na mesa da cozinha e vou de novo à dispensa buscar o saco do lixo.

Aproveito e deito um olhar ao conteúdo da dispensa. Hum.. estou com o stock em baixo. Falta aqui muita coisa. Tenho de fazer uma lista de compras, antes que me falte alguma coisa crucial. Decido fazer isso agora antes que me esqueça.

Vou ao móvel do corredor onde guardo um bloco e caneta. Pelo caminho, passo pelo WC de serviço e lembro-me que a máquina de lavar já parou há um pedaço. Raios, tenho de tirar a roupa de dentro da máquina e estendê-la enquanto é dia. Vou fazer isso agora.

Pego na bacia grande de plástico, vou ao WC, desligo a máquina e tiro a roupa lá de dentro.  Reparo, com desagrado, que o WC tem um desagradável cheiro a mofo. Não pode ser.. vou já acender aqui uma lamparina de óleos essenciais.

Pego na bacia da roupa, pouso-a em cima do móvel do corredor e abro uma das gavetas onde guardo a lamparina, o frasco de óleo de queimar e as velinhas.  Preciso de fósforos para acender a vela.. lá vou eu à gaveta da cozinha. Não encontro. Não faz mal, tenho isqueiro na minha bolsa.

Vou ao meu quarto, abro a bolsa e procuro o isqueiro, mas (maldito vício) vejo os cigarros..e apetece-me um. Abro o maço e vejo que só tenho um. Acendo e anoto mentalmente que tenho de ir à rua comprar mais..  Enquanto fumo o cigarro vejo que o pó precisa de ser limpo. Acho que, mal acabe o cigarro vou tratar disso.

Esmago a beata no cinzeiro e vou ao armário da cozinha e pego o spray limpa-moveis e um pano de pó. Ao passar em frente ao quarto das minhas filhas, decido ir verificar se os gatos não fizeram por lá nenhuma asneira .  Não, não fizeram..mas o chão está com tanto cotão que já forma bolas nos cantos, parecem tumbleweeds  das cenas de filmes do faroeste. Não pode ser. Vou mas é pegar na Swiffer e limpar isto.

Pouso o spray e o pano do pó e entro no quarto de banho para pegar a mopa..  e já que aqui estou, vou fazer um xixi. Acabo com o rolo de papel. Vou ao armário buscar outro para trocar e por acaso, de passagem pelo espelho,  reparo que estou com as sobrancelhas numa lástima.  Mais um pouco e pareço o Bekas.  Que horror. Vou já arranjá-la.

Volto ao meu quarto, abro o gavetão onde guardo alguns cosméticos, maquilhagem e a pinça. O espelho de mão onde estará ? Ah, já sei..meti-o na gaveta da mesinha de cabeceira.

Abro a gaveta, pego no espelho e verifico que está todo borratado. Vou à cozinha pegar uma folha de papel de cozinha para o limpar, e reparo na quantidade de copos e canecas que tenho  sujas dentro do  lava-louças. 

 Resmungo contra os filhos que nunca lavam o que sujam e decido, antes de mais nada lavar os cacos…. Mas aparece um dos gatos a miar por comida e lá vou eu abrir uma lata e a argola parte-se e tenho de procurar o abre-latas na gaveta, que está um caos, e decido arrumá-la já de seguida e…e….

Eu podia continuar, e continuar e continuar.

Mas creio que já deu para ver como é que uma pessoa consegue ao fim dum dia sem ter feito porra nenhuma e no entanto estar absolutamente estafada..

sinto-me: Humanos - Muda de Vida

escrevinhado por Mikas às 12:53

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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

...

 

 

Esta manhã vi nas noticias da TV que a última colecção de moda apresentada pela Fátima Lopes foi inspirada no tema “Aquecimento Global”.
Eu olhei, olhei, e esforcei-me. Juro que me esforcei, mas de facto não conseguia ver nada ali que me lembrasse o aquecimento global.
Depois, qual Espirito Santo, a luz da sapiência desceu sobre mim e disse: Óh trenga, aquecimento… global.  Get it ? Devido ao aquecimento, as moças na passadeira tem de ir com os globos de fora para os arrefecerem. Duh !

 

música: Fireflies

escrevinhado por Mikas às 16:01

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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Lição de Inglês - Nº. 3

 

Adoro frutos vermelhos, bagos e amoras, docinhas e sumarentas . Vamos então aprender a pronunciar correctamente o nome destas coisinhas deliciosas.

 

A palavra “berry” significa bago, e, em composição por aglutinação, dá o nome a muitos frutos – strawberry, blueberry, mullberry, cranberry, gooseberry, blackberry..and so on. Curiosamente, a uva, apesar de ser um bago, não leva berry no seu nome (é apenas grape), vá-se lá saber porquê.
“Berry” por si só pronuncia-se « Bê-Ri »… nada a assinalar.
Porém -  e vá-se lá também saber o  porquê desta idiotice - quando colada à primeira parte do nome do fruto, o bê-ri passa a pronunciar-se «brí», como se pronuncia o nome daquele queijo francês que vem coberto duma camada de bolor branco , o Brie.
Assim:  strawberry diz-se strô-bri, blueberry – blú-bri, mullberry – mal-bri, huckleberry – há-kle-bri   etc.
 
Assim, da proxima vez que te lembrares dos teus tempos de infancia, vais referir-te correctamente ao Huckleberry Finn, pronunciando o nome do rapaz como deve ser, e quando disseres que gostas muito da música dos Cranberries , vais chamar-lhes «créne-bris» comme il faut!
Nota: Não me enganei ao colocar o huckleberry no meio das frutas. Nos estados do sul dos EUA era assim que se chamavam, e ainda se continuam a chamar, às blueberries (mirtilos) .

 

 

sinto-me:
música: Russian Roulette - Rihanna

escrevinhado por Mikas às 11:26

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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Enfardar

 

Nesta época - Natal e Passagem de Ano - TODOS comemos demais, e alguns bebem demais. É tradição, e pouco ou nada há a fazer.

Depois de já não caber nem mais um grão de arroz doce na barriga, ligeiramente incomodados com a sensação de enfartamento, dizemos " Ah e tal.. findas as Festas entro logo em dieta e faço exercício".

 

Pois !

 

Porém, este post não é sobre o óbvio que é o facto de todos enfardarmos como o caraças nesta altura. O retrato que quero passar é a capacidade que as velhinhas tem de enfardar !

 

Todos temos na familia uma mãe, tia, avó que está presente à mesa de Natal . Eu passo sempre o Natal na casa de família, que é a casa da minha mãe, e felizmente aínda tenho 3 dessas belezas a enfeitar a minha mesa das Festas :)

 

A mesa é posta pelas minhas filhas, decorada como manda a sapatilha, toalha com motivos natalícios, a melhor louça, guardanapos bonitos enfiados nas respectivas argolinhas, copos de pé alto e um arranjo floral todo janota.

 

Em cima do aparador são colocadas as diversas doçarias: travessas de arroz doce, aletria, leite-creme, pasteis de girimu ( bolina), rabanadas, mousse de ananás, doce do céu e pataniscas de maçã.

 

A lareira foi acesa pelo meu mano com a devida antecedencia, na mesinha do centro foram colocados os frutos secos.  Eu e a cunhada laboramos na cozinha em volta dos diversos panelões, cuidando do bacalhau, batatas e verduras e virando o perú...

 

As 3 velhotas sentam-se na sala, à lareira, a ver o que está na TV e geralmente a resmungar porque só dá porcaria. Volta e meia uma delas levanta-se para ir buscar uma rabanada, um pastel.. só para entreter, matar o ratinho.

 

Quando o jantar vai para a mesa:

 

- " Só quero duas batatinhas  (4 ou 5..) e uma postinha pequena de bacalhau que não estou com muito apetite. Essa não, dá-me antes aquela (apontam para uma maior). E couves. Chega (pudera..parece a Floresta Amazonica).Passa-me o azeite" . E vira pra dentro !

 

O resto do pessoal serve-se e aínda o último está a deitar o azeite nas batatas já as "meninas" estão a repor o stock de batatas no prato. E vira pra dentro ! E afinal sempre vai mais um bocadinho de bacalhau, que está muito bom,  e agora uns grelinhos para variar. E um nabo. Ou dois..

 

Acrescento que a minha madrinha não come sem acompanhar com pão. Muito ! Pão de aldeia cortado em nacos grandes, e ela avia uns 6 a 8 nacos de pão com a refeição.

 

Findo o bacalhau, as mulheres mais novas levantam os pratos e os talheres e enquanto os levamos para a cozinha e tratamos de tirar o peru do forno e colocá-lo na travessa, com o respectivo acompanhamento, as velhotas fogem para a sala de estar, para estarem mais perto da lareira e resmungarem de só estar a dar porcaria na TV.

 

Geralmente sou eu que levo a ave para a mesa e a trincho.  Lá chamo as "meninas " de volta á mesa, perguntando se querem perú.

 

- "Só uma fatia (ponho 3) e umas batatinhas. O molho ? Deita-me um bocadinho de recheio. Chega. Está bem, põe mais um bocado. .."  E vira pra dentro !

 

Depois vem a doçaria... 2 rabanadas e 2 pasteis (que estão muito bons este ano), vira ! Agora uma tigela de arroz doce. E depois deixa lá provar o leite creme. Ó Maria tira-me só um niquinho dessa mousse.. E vira pra dentro !

 

No decorrer do serão alternam entre o dormitar no sofá, resmungar acerca da programação da TV e irem à mesa reabastecer nos doces.

 

Nunca deixo de ficar espantada com a capacidade de carga das velhotas, abençoadas sejam.  Por isso, se tens a mania que comes muito, que és um bom garfo e ninguem te bate aos pratos, aviso-te: Não te metas em concursos com as minhas "meninas" - é que elas, na Consoada, são capazes de deixar qualquer camionista de longo curso envergonhado.

 

 

sinto-me:

escrevinhado por Mikas às 22:27

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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Felicidade

 

 

“ Felicidade é um rapaz a andar de baloiço num jardim florido, numa tarde de primavera”
Quando somos crianças, a felicidade e o ser feliz são coisas alcançáveis  e simples. Brincar com os amigos, um pacote de rebuçados, um gelado, um brinquedo novo.. Saber que ao final do dia voltamos para casa e a mãe está lá, com um bolo acabado de fazer e uma laranjada. Saber que o Natal é época de guloseimas e prendas, luzes, cor e brilho. A Felicidade é uma coisa descontraída.
 
Crescemos, passamos a fase agoniante da adolescência. Dias há em que para se ser feliz basta acordar sem borbulhas na cara, ou sermos convidados para a festa de anos da miúda mais popular lá da escola. Dias há em que nada nos faz feliz… a não ser, talvez, aquele telemóvel xpto, um novo MP3, ou umas calças da Cheyenne.. Fase difícil esta, em que a mudança do corpo não se faz ao ritmo da mudança do pensamento, e nos deixa num turbilhão emocional extenuante, e com a auto-estima na lama. Felizmente esta fase dura pouco.
 
Entramos na idade adulta e é então que a coisa se complica ainda mais. A Felicidade passa a ser algo complexo e diversificado. O carro, as férias, as namoradas ou namorados, as saídas, as roupas… precisamos de ter e de fazer, cada dia mais, duma forma frenética. Sentimo-nos temporariamente felizes. Depois, a adrenalina desce e precisamos de mais alguma coisa que ter ou fazer, para voltar a sentir a pica da “felicidade”.
A partir dos 40 ou 50 anos, a síndrome da Felicidade por Ostentação pode agravar-se significativamente. Mas também é a fase do pânico, em que muitos se apercebem que já vão a meio da vida e ainda não a viveram. É nesta altura que muitos homens sentem a necessidade de “tentar ser feliz”.. e dá-lhes um acesso de maluqueira, arranjam uma amante muito mais nova, praticam rappel, metem um brinco na orelha, e duma forma geral metem-se em encrencas das quais se acabam por arrepender mais tarde.
Atingido o pico, começa novamente a descida, começa a simplificação do conceito de felicidade. Ser feliz no Outono da vida é ter os filhos por perto, ver os netos a brincar, uns almoços e jantares com amigos e família, fazer uns passeios, excursões, caminhadas. A felicidade é poder comer de tudo sem ter medo do colesterol ou da diabetes. A suprema felicidade é acordar cada manhã, se preferência sem dores.
“ Felicidade é um velho numa cadeira de baloiço, num jardim florido, numa tarde de primavera”.
Ainda não cheguei à fase da velhice, mas já passei por etapas em que a Felicidade era sempre o que eu ainda não tinha feito nem possuía. A Felicidade seria amanhã, quando eu tivesse ou pudesse fazer isto ou aquilo.
Hoje, para mim, a felicidade não é algo que se possa decifrar nem quantificar. É o conjunto de muitas pequenas coisas simples, como o calor do sol, as gargalhadas, os beijos, o sabor dos morangos, o cheiro do mar… não pelas coisas em si, mas pelo facto de eu as poder sentir, saborear, cheirar, ver. Hoje em dia, para mim, ser feliz não é uma ambição, é uma condição que vem de dentro, um estado que cada um pode atingir, aceitando e desejando ser feliz com o que tem ou pode ter, nunca pondo ambições e sonhos de lado, mas simplesmente não adiando a felicidade “até ao dia em que essa ambição se concretize”.
Não tenho tudo o que quero, mas sou feliz com o que tenho... porque aprendi com as crianças, a ser feliz com coisas simples.

 

sinto-me:

escrevinhado por Mikas às 15:00

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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Bacalhau escondido à minha moda.

 

 

Cá vai uma receita rápida e fácil.... e boa (e eu nem gosto de bacalhau).

 

Bacalhau escondido à minha moda.
(para 3 a 4 pessoas )
 
- 1 embalagem de bacalhau desfiado.
- 1 pacote batata frita palha – 200 gramas.
- 200 gramas miolo camarão congelado.
- meio litro molho bechamel.
- 1 cebola grande, picadinha.
-  1 dente de alho, picado
- 1 cenoura ralada
- azeite
- pimenta
- salsa picadinha
- queijo parmesão em pó.
 
Modo de preparar:
Com 24 horas de antecedência, põe-se o bacalhau desfiado a demolhar, espremendo-o e mudando-lhe a água 3 a 4 vezes. Verifica se o bacalhau está bem demolhado, provando um bocado ( para teres como recurso, podes demolhar o bacalhau,  depois espremer, meter em saca plástica e congelar – Assim está sempre à mão).
Pões a cebola e o alho picado a refogar em bastante azeite , até começar a alourar. Junta-lhe a cenoura ralada, mexe bem e   baixa o lume. Tapa a panela e deixa recozer durante 3 minutos.
Junta o bacalhau desfiado e espremido ao refogado, mexe bem. Tapa a panela e deixa cozinhar em lume brando, cerca de 10 minutos. Prova o líquido que o bacalhau solta..porque se estiver salgado ainda estás a tempo de o escorrer e acrescentar um pouco de água.
Acrescenta-lhe o miolo de camarão, mexe e deixa cozinhar mais 5 minutos, ou até verificares que o camarão está cozido.
Junta a batata frita palha de pacote. Mistura bem com o bacalhau. Apaga o lume, tapa a panela e aguarda uns 5 minutos.
Liga o forno numa temperatura alta ou grill.
Junta  aproximadamente 1/3 do bechamel  na mistura bacalhau/batata palha, tempera com pimenta e salsa picada a gosto e mexe.
Deita o bacalhau num tabuleiro de barro ou pirex, alisa, e verte o restante bechamel por cima. Polvilha com o parmesão e leva ao forno até ficar douradinho por cima.
Serve enfeitado com azeitonas.. e eventualmente alguns camarões cozidos com casca.

 

sinto-me:
música: Cry for love - David Fonseca

escrevinhado por Mikas às 15:45

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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

As velhotas na missa

 

As velhotas ( e alguns velhotes) que frequentam a igreja dia sim dia sim tem uma série de tiques que raiam entre o irritante  e o hilariante. Alguns tiques são muito comuns e já todos nós os observamos. Senão vejam :
- Rezar o terço enquanto o padre reza a missa (isto suscita-me dúvidas – ou elas tem um poder de concentração desdobrado, ou não estão a ligar bóia ao que o padre diz, ou estão a ouvir o padre e a reza do terço é mecânica, ou nem um coisa nem outra ). O rezar do terço geralmente é feito movendo os lábios e “bichanando” ligeiramente. Irritante pra caramba.
- As velhotas que escolhem um banco comprido,  todo de vago, mas sentam-se logo à entrada. Quem quiser ocupar o espaço a seguir vai ter de passar à rasquinha por cima das pernas delas ou pedir que deixem passar, obrigando-as a levantarem-se (coisa que fazem com um ar sofrido e enfadado).
- As velhas ( geralmente solteironas provavelmente virgens)que se viram para olhar com ar reprovador para a criança que está no banco atrás delas e que teve e ousadia de perguntar qualquer coisa à mãe, ou mexer-se. 
- O hábito de “ir de véspera” para a igreja. Se a missa é às 18.00, elas já estão na igreja às 17.30, a fim de não perderem pitada. A partir daí, a cada abertura da porta, elas viram-se para trás para ver quem chega. Um verdadeiro acontecimento social.
- O concurso de ver quem canta mais alto. Isto é mais aos Domingos, quando a missa é cantada. Lá está o coro a brindar os fieis com hinos  mais ou menos afinados, perto do altar. E alguns dos fieis também cantam ( o que eu acho muito bem, note-se). O pior é que depois há 2 ou 3 fadistas frustradas no meio do rebanho que se entusiasmam de tal forma que barregam muito acima do agradável ou aceitável. Para mal dos meus pecados, calha-me sempre uma destas Amalias perto de mim.
- E deixo para o fim o meu tique preferido: A tosse eclesiástica. É fatal como o destino – mal a missa começa, alguém, algures tosse. Logo a seguir tosse mais um, e depois mais outro, e aquilo parece o efeito dominó, tosse tosse tosse em catadupa. O mais engraçado é que mal a missa acaba, o ataque de catarro desaparece. Milagre !

 

sinto-me:
música: Fame

escrevinhado por Mikas às 15:46

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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Dúvida do dia.

 

 

 

Serei a única pessoa a pensar que aquele tipo que faz o anúncio da Media Market, e que declara “Eu é que não sou parvo !!” … tem mesmo voz de parvo irritante ?

 

sinto-me:
música: Gary Go - I am Wonderful

escrevinhado por Mikas às 10:48

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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

A Vingança

 

A Rosa e o Luis foram casados durante mais de 40 anos.

 

Apesar dele ser um empresário bem sucedido e de ganhar imenso dinheiro, era um forreta de todo o tamanho.

Nunca tiveram empregada doméstica, pois a Rosa lavava, limpava e cozinhava, só para o Luis não gastar.

 

Nunca tiveram férias no estrangeiro, pois o Luis preferia descansar por casa ou, num acesso de estroinice, lá passavam 15 dias num parque de campismo... onde a Rosa lavava, limpava e cozinhava.

 

Um dia a Rosa morreu.

 

Subiu até às portas do Céu, onde foi recebida por S.Pedro.

 

- " Olá Rosa. Entra aqui para a antecamara.  Foste sempre uma boa mulher, uma esposa dedicada e exemplar. Trabalhadora incansável. "

 

- "Obrigada, S.Pedro."

 

-"Como morreste , Rosa?"

 

-" Bem, eu ia a conduzir o meu velho carro. Eu bem tinha pedido ao meu marido que me mandasse arranjar os travões, mas....Enfim, numa descida fiquei sem travões e enfaixei-me numa árvore".

 

- "Hum... entendo. Bem, agora aqui no Céu temos um novo sistema de admissão. Vou dizer uma palavra e só tens de a soletrar correctamente para entrares. Só tens uma hipótese. Se por acaso soletrares mal,  imediatamente abrir-se-á um alçapão sob os teus pés e cais direitinha no Inferno. Preparada ?".

 

- "Sim, preparada. "

 

- "Rosa, soletra Amor."

 

- " A-M-O-R"

 

As portas do Céu abriram-se e a Rosa entrou. Deu-se lindamente com todos os anjos e santos e demais almas boas, e brevemente estava encarregada das admissões a fim de S.Pedro ter um descanso.

 

Passados uns tempos, morre o Luis.

 

Subiu às portas do Céu e dá de caras com a Rosa, toda angelical, segurando a Chave do Céu.

 

- "Rosa !! És mesmo tu ??"

 

- " Olá Luis, tu por cá ? Como morreste ?"

 

- "Bem, depois da tua morte, pensei muito. Vi que de nada valia estar a aforrar, afinal nós nem tivemos filhos a quem deixar a fortuna. Além do mais, sentia-me muito só. .."

 

- "Sim, continua Luis."

 

- " Comecei a saír com a minha secretária, a leonor. Lembras-te dela ?"

 

-"Sim, lembro..."

 

-"Ela revelou-se uma boa companheira. Iamos sempre jantar fora, divertiamo-nos imenso, até lhe comprei uma joias para lhe agradecer..."

 

- "Estou a entender, Luis. Adiante. Como morreste?"

 

- " Bem, para comemorarmos o aniversário dela, fomos de férias até aos Estados Unidos. Na Florida, durante um passeio de iate, resolvi dar um mergulho em alto mar. Infelizmente não reparei no tubarão, e eis-me, novamente junto a ti, meu amor!! Que saudades eu tive de ti. Que prazer voltar a ver-te"

 

- " Acredita, tenho muito mais prazer em ver-te eu a ti. Bem, agora aqui no Céu temos um novo sistema de admissão. Vou dizer uma palavra e só tens de a soletrar correctamente para entrares. Só tens uma hipótese. Se por acaso soletrares mal,  imediatamente abrir-se-á um alçapão sob os teus pés e cais direitinho no Inferno. Preparado ?".

 

-"Sim, sim. Sempre fui bom a soletrar. Vai ser canja. Qual é a palavra  ?"

 

- "Schwarzzenneger"

 

 

música: So do I (Paulo Gonzo)

escrevinhado por Mikas às 22:00

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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Carbonara Colorida

Para aligeirar, hoje vai uma receita de massa Carbonara à minha moda.

 

Ingredientes (para 4 pessoas)

- 1 pacote de massa tricolor (fusili, conchas, farfale etc.)

- 1 fatia grossa de fiambre -(1 dedo de espessura, aprox. )

- 1 naco de bacon  de aprox. 300 gramas.

- 1 pacote natas - 200 ml.

- 2 gemas de ovo, cruas.

- Meia chávena de leite

- Queijo ralado q.b.

- 1 ovo cozido

- Salsa (da seca )

- Uns pingos de sumo de limão.

 

Modo de prepaprar

 

- Pões a massa a cozinhar, da forma habitual (muita água e sal q.b.)

- Enquanto a massa está ao lume, cortas o fiambre e o bacon em cubos. Reserva, separadamente.

- Pica o ovo cozido e reserva.

- Deita as gemas cruas numa tigela e mexe bem com um garfo para desfazer, depois junta-lhe o leite.

- Estando a massa cozida, escorre e reserva.

 

- Põe uma frigideira ao lume, só com 1 colher pequena de azeite.(muito pouco)

- Estando quente, deita-lhe os cubinhos de bacon e deixa fritar ligeiramente.

- Acrescenta os cubinhos de fiambre, e deixa fritar mais um pouco.

- Baixa o lume e verte as natas sobre o fiambre/bacon, mexe bem.

- Acrescenta a mistura gema/leite, mexe sempre, e deixa "engrossar" mas sem levantar fervura. (se ferver, a gema "talha" e embora fique comestível, fica mais feio). Desliga o lume e tempera com umas gotas de limão.

 

Apresentação

 

  • Deita a massa numa travessa funda.
  •  Verte o fiambre e bacon e respectivo molho, mais a salsa e o ovo picado sobre a massa e  mistura.
  •  Por fim, polvilha com o queijo ralado e  está pronto.

Bom apetite*.

 

 

 

 

 


escrevinhado por Mikas às 20:08

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Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Mal nenhum

 

Não há mal nenhum em voltar àqueles lugares.

Voltar a caminhar descalça pelo areal ventoso,

Sentar na trave de madeira perto da água e ver

O suave ondular do rio.

Não há mal nenhum em ficar sentada a olhar

O caír da noite,  tão tranquilo e tão saudoso.

Ver as luzes a piscarem na outra margem,

E então já noite feita, regressar.

 

Não há mal nenhum em voltar àquela praia,

Voltar a descansar na mesma rocha agreste,

E ver o Sol beijar o mar e nele se fundir.

Ouvir as gaivotas que planam sobre as ondas

Em danças compassadas e vádias.

Voltar ao carro e passar naquele canto

Onde as estrelas sorriam no céu de cobalto,

E o seu brilhar foi somente para nós.

 

 

Não há mal nenhum em voltar aos lugares,

Mal nenhum em lembrar e sentir.

Mal nenhum se eu ficar presa  um pouco mais

Ao que era e o que foi.

Mal nenhum em tirar tempo para me demorar

A vaguear levemente entre o antes e o depois.

 

 


escrevinhado por Mikas às 21:05

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Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

O meu sorriso ?

 

 

Hoje fui ao sótão das minhas memórias.
Rebusquei em caixas cobertas de pó
Por lá arrumadas, por lá esquecidas.
Procurava o meu sorriso, alguém o viu ?
Abri gavetas e remexi tudo
Espalhei papeis e trapos e pequenos nadas
A poeira soltou-se no ar
Mas do meu sorriso nem um sinal.
Ergui o velho tapete que cobre o chão
Espreitei, levantei  e voltei a espreitar.
Nada mais que cotão e fios soltos
E o meu sorriso não estava lá.
Passei as mãos pelas prateleira,
Abri sacos, virei fora  o conteúdo,
Livros lidos, botões velhos, coisas gastas.
No velho baú de madeira, encostado no canto
Encontrei fotos, brinquedos , desenhos e cartas
Mas o  meu sorriso ? Não o encontrei.

 

música: Hungry eyes

escrevinhado por Mikas às 17:26

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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Agradecimento às minhas Amigas

 

Tenho um pequeno núcleo familiar extremamente unido e apoiante, e talvez por isso, não tenho muitas pessoas a quem chame “amigo”. De facto, são muito poucos.
O que escrevo neste texto não se destina às  pessoas que são amigas e vizinhas, pois a essas eu posso dizer o que quero dizer, olhos nos olhos. 
Esta pequena lembrança é para umas amigas, maravilhosas amigas, que eu tenho, e que moram longe.
Por coisas que se passaram, sei que não tenho sido boa companhia nestes últimos tempos. Sei que a minha tendência é retroceder para dentro de mim e falar menos, mas isso sempre foi assim. 
Passei muitos anos a ter de lidar sozinha com os problemas, e habituei-me a resolver as coisas por mim mesma, sem grandes desabafos.
Por outro lado, sou exímia a ouvir os problemas dos outros e tentar animar. Sou paciente e tento transmitir alento e força. E acho que sou boa conselheira. Acho que sou, sim..
Eu sei que vocês – especialmente tu Teresa, Mané e  mais recentemente a Dulce – estão sempre a deitar-me um olho, tenho consciência disso. A Teresa com o seu espírito prático e a capacidade de saber o que eu penso sem eu ter de falar sequer ( cotas do crl.. até completam as frases uma da outra). A Mané que só me mima com as lembranças, as flores, as músicas, os beijinhos na minha cara de boneca chorona. A Dulce que é uma companheira discreta, com quem falo todos os dias ao telemóvel, e me ajuda a pensar noutras coisas.
Não vou mencionar os nomes de outras pessoas queridas .. elas sabem quem são .
Enfim, o que eu queria mesmo dizer é que sei que não tenho sido boa companhia nestes últimos tempos mas….. a velha Maria continua cá. As bases da pessoa continuam a ser as mesmas. É só darem-me tempo para pôr tudo em devida ordem e voltar a ser a optimista que sempre fui.
E o que de mais importante eu queria dizer é que sou profundamente grata pelo vosso carinho, cuidado e amizade. E agora calo-me senão isto vira lamechice.
Beijos.
Ah ! Um conselho para quem o queira: Quando andares na boa, in love, na mó de cima, todo feliz, noutra  onda -  nunca, mas nunca te desligues dos amigos. Lembra-te que a boa pode virar má, o love pode acabar, a mó de cima pode virar mó de baixo , a felicidade pode findar e a onda que era boa pode tranformar-se em tsunami e lixar-te. E mesmo assim, os teus verdadeiros amigos vão estar lá para ti, pelo bem e pelo mal. Lembra-te disso.

 


escrevinhado por Mikas às 16:11

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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

raining

 

 

Esta noite voltou a chover.
A primavera, que trazia promessas
De dias amenos e noites perfumadas,
Passou sem que eu desse fé.
Ainda sinto a areia de inverno sob os pés
E ouço o vento a uivar sobre a água..
Lembro-me das pequenas ondas saltitantes
Coroadas de espuma branca.
Sei, porque o calendário mo diz,
Que o Verão já cá está,
E contudo o mau tempo sucede.
As flores tombam na terra molhada,
O frio não me larga e faz-me mal
E a chuva não me deixa dormir.

 

música: Time (Ben's Brother)

escrevinhado por Mikas às 12:08

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