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Quarta-feira, 22 de Junho de 2005

Dar a mão

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Tinha acabado de desligar o forno, e preparava-me servir o jantar, quando a campainha da porta tocou.

- "Mãe, é pra ti".

Lá fui atender. Era uma amiga, aquela amiga especial que todas devemos ter. Aquela que sobrevive aos anos da adolescência, às mudanças da vida, às ausências e faltas de contacto..Era ela. Estranhei, aparecer àquela hora, embora estejamos sempre presentes, e falemos quase diariamente. Ela disse que precisava conversar, não conseguia encarar ir para casa. Precisava de mim.

Pôs-se mais um lugar à mesa ( sou das que têm sempre receio que a comida não chegue, e faço sempre para que sobre), jantamos, mas ela estava ansiosa por sair para a rua, mal provou o assado, apressou-me a vestir algo para irmos.

E lá fomos. Passeamos as ruas da cidade, num passo lento, sorvemos o aromas das tílias do jardim, sentamos numa esplanada da avenida, café pra mim, carioca de limão para ela.. e conversamos, conversamos.

Eu falei banalidades, coisas sem qualquer importância, dei-lhe tempo para acalmar.

Depois deixei-a falar.

"Sinto-me velha..estou tão cansada. Não conseguia ir para casa encarar o meu pai, ouvir-lhe as lamúrias..não estou capaz ".

A minha amiga é uma mulher forte, independente, trabalhadora. Mas não passa duma mulher, um ser humano com fragilidades e carências. Uma mulher que tem de olhar por ela e pelo pai idoso..e a quem falta quem olhe por ela.

Ontem ela estava carente, talvez excesso de trabalho. Certamente sobrecarregada com problemas e sem duvida a sentir o peso da solidão. Quem nunca sentiu isso?

Ela falou e eu entendi. Outras alturas tenho falado eu, e ela entende-me.

Demos voltas pelas ruas, vimos as montras, comentamos as vestimentas de quem por nós passava e coscuvilhamos muito.. Coisas que só a amizade feminina entende.

Ao fim da noite, quando ela entrava para o carro para regressar a casa perguntei:

-"Estás bem?"

-" Estou! Estou nova! Estava mesmo a precisar disto"

E o sorriso e ligeireza de gesto com que se despediu não me deixou dúvidas.

Amizade não são só gestos heróicos, beijinhos e abraços. Às vezes amizade pode ser apenas a nossa presença e o tal reconfortante ombro amigo.


escrevinhado por Mikas às 19:13

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