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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

Ela era uma vez..

 

Ela era uma miúda, miúda.

Com olhar de chocolate

Doce, liquido e brilhante..

Tinha nos olhos a luz

De quem tem mil sonhos a cumprir,

Em mil anos por viver.

 

Ela era uma miúda valente

A cabeça cheia de ambições

E sem medo de ousar.

Tinha no corpo pequeno

A força de mil guerreiros

Em mil guerras por travar.

 

Mas a vida é como um rio

Nem sempre o curso é direito,

Há desvios pelo caminho,

E as quedas de água destroçam.

Hoje, daquela miúda valente

De olhar vivo e audaz

Pouco mais resta que alguém

Que veste uma carapaça,

Que finge uma falsa dureza,

Mas que no fundo da alma

Não passa dum passarinho,

Sem forças para voar.

 

sinto-me:
música: 1973 - James Blunt

escrevinhado por Mikas às 14:54

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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Oops!

 

O meu pai contava esta história, verídica.

 

Nos anos 50 ou 60 houve um grande surto de febre amarela, conhecida popularmente como a febre Espanhola.

 

O Tone, aldeão pobre mas trabalhador, decidiu tentar a sorte e emigrou para o Brasil. A sua mulher, Maria, ficou na terra, tendo ficado assente que ele a mandava “chamar” assim que estivesse lá estabelecido, e entretanto mandaria o dinheiro que pudesse.

 

Tudo correu nos conformes, inicialmente. O Tone arranjou logo trabalho, e durante uns tempos cumpria religiosamente o envio do dinheiro para a mulher, sempre acompanhado duma cartinha com bastantes erros de ortografia, mas muito carinho.

 

Até que, repentinamente, as cartas (e o dinheiro) deixaram de chegar… (era muito comum naqueles tempos os homens irem para o Brasil e perderem-se por lá com as mulatas reboludas), e a Maria pensou logo no pior..e ficou fula!

 

Finalmente, passados largos meses de silêncio, chega carta do Tone:

 

“Maria,

Espero que esta carta te encontre bem de saúde. Sei que deves ter estranhado eu não dar notícias, mas olha, aconteceu-me uma coisa com a qual não contava. Estive com a Espanhola (ele referia-se à febre) durante este tempo todo. Deu cabo de mim, mulher. Derreou-me duma maneira que nem queiras saber. Posso-te dizer que foram 6 meses de cama, a delirar. Eu nem sei como tive forças para me aguentar. Fiquei de rastos, acredita. Se me visses nem me reconhecias, de tão chupadinho que estou. Mas enfim, lá me livrei, e cá estou de volta. Mando-te pouco dinheiro porque a puta da Espanhola fez-mo gastar quase todo! Mas tu vai poupando o que puderes.

Ai Maria, é nestas alturas que um homem passa a dar valor à mulher que tem. Que falta me fizeste para me fazeres uns caldinhos de galinha para me darem forças na batalha que travei…” .. etc. etc.

 

A Maria leu e interpretou à maneira dela, e não esteve com meias medidas, respondendo assim:

 

“Tone,

Cá recebi a tua carta. Com que então tu estiveste com a Espanhola? Pois olha, meu grande cornudo, eu por cá tenho estado com o Chico do Moinho. Não te rales que o dinheiro que tenho poupado vou gastá-lo bem gasto, e os caldos de galinha a Espanhola que tos faça! “… etc. etc.

 

Poisé.. interpretações.

 

sinto-me:

escrevinhado por Mikas às 15:50

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Faz

 

Primeiro..

Faz-me pedra

Polida, brilhante, mortiça.

Faz-me diamante

Duro, frio, desejado.

Faz-me grão de areia

Fugaz, movediço, disperso.

Faz-me rocha

Esculpida, íngreme, solene.

 

Faz-me terra

Assente, árida, sofrida.

Faz-me gelo

Granítico, baço, perene.

Faz-me lume

Quente, intocável, provocante.

Faz-me ar

Ligeiro, leve, marcante.

 

Depois..

Faz de mim ilha

Deserta, escarpada, inóspita.

E rodeia-me a ilha com um mar imenso

Bravio, distante e gelado.

Faz com que não conste em qualquer carta maritima.

E leva os barcos para longe.

E afoga a sereia que canta,

Abate a gaivota que voa,

Finalmente, faz um dia surgir maremoto

E num imenso ondular afunda a ilhota 

Que, afinal, nem sequer chegou a figurar no mapa.

 

sinto-me:

escrevinhado por Mikas às 12:55

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