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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2004

Lancei a rede ao mar

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Pela madrugada lancei ao mar a minha rede.

Do negro abismo arrastei preciosidades de estranho aspecto e beleza estranha..
Umas brilhantes quais sorrisos, outras luzentes quais lágrimas,
E outras de rubro resplandecer como as faces duma noiva.
 
Carregando a minha faina cheguei a casa, o meu amor encontrei no jardim,
distraidamente arrancando pétalas duma flor.
 
Hesitei um instante, e depois coloquei a seus pés os meus achados, e quedei-me em silencio.
Olhou-os vagamente e disse " Que coisas estranhas são estas? Para que me servem !?"
 
Verguei a cabeça em vergonha e pensei.."Não lutei por estes objectos. Não os comprei a bom preço. Não são dádivas dignas do meu amor.."
 
Durante toda a noite lancei-os um a um à rua...
 
Pela manhã passaram viajantes, apanharam os meus achados e levaram-nos para países distantes.

 Trad. de Rabindranath Tagore - I cast my net into the sea.
(Aquilo que temos para oferecer nem sempre é valorizado por quem nos está mais perto..porém outros haverá que saberão apreciar as nossas dádivas).
 
 





escrevinhado por Mikas às 10:37

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