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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Nós, os Burros.

 

 

Trabalho.  Dou o meu contributo para a economia nacional.  Faço descontos para a Segurança Social. Pago impostos.
Sou solidária com os menos afortunados. Quero que parte das minhas contribuições sirvam para ajudar quem mais precisa. Mas…………….. Este é um very big mas.
Bêbedos, drogados e Reis e Rainhas da Sorna não granjeiam simpatias da minha parte.
Eu não bebo, não quero sustentar bêbedos.
Eu não me drogo, não quero sustentar drogados.
Eu trabalho, não quero sustentar malandros.
Não aceito a teoria do “ai coitado a droga é um flagelo, blá blá bla” - Opções são opções, também me passaram à frente muitos charros e pastilhas de “chocolate” e eu, tal como a maioria das pessoas, não enveredei por aí. Quanto à bebida, quem tem sede que beba água, que eu também a bebo e bem boa que ela é.  Quem tem vícios, que os sustente. E quem engoliu um garfo, pois trate de fazer uma forcinha, que ele acaba por sair.
 Isto vem a propósito de duas situações que recentemente testemunhei.
A primeira, é uma jovem mulher que vive perto de mim, com 2 filhos pequenos. Recebe o rendimento mínimo, a Segurança Social paga-lhe a renda de casa, uma instituição fornece-lhe roupa para os filhos, e brinquedos como os meus nunca tiveram. A fartura é tanta que os putos se divertem a desfazer os brinquedos e atirar as peças para os quintais dos vizinhos. O jantar é  fornecido pelo Centro de Apoio Social da paróquia. Os filhos têm  direito a ATL gratuito.
Certa altura, outra vizinha (uma senhora já com uma certa idade ) propôs-lhe trabalho como doméstica, das 9 da manhã às 5 da tarde, o que lhe serviria perfeitamente, visto as habilitações serem poucas e os filhos estarem entregues aos Tempos Livres até essa hora.
Resposta da jovem: “Não,  obrigada.”  Pudera….! Trabalhar cansa, e recebê-lo de mão beijada cai que nem ginjas.
Outra situação é ainda mais engraçada. Há aqui pela cidade um grupo de companheiros da copofonia crónica. São uns 5 ou 6 homens e uma mulher.  Os narizes arroxeados e o olhar “esperto” são visíveis ao longe. Que vivem, ou melhor bebem,  dos rendimentos alheios já eu sabia..  O que eu não sabia era como gozam com a situação.
Uma destas tardes, em que o calor torra a pele ao desgraçado que anda montado em andaimes para ganhar o sustento, estavam 6 desses belos exemplares sentados na esplanada dum café perto do meu local de trabalho. A mesa coberta de garrafas de Super Bock vazias, e cada um com uma ainda por despejar à sua frente. Sentei-me numa mesa próxima, a tomar um café, e ouço a seguinte frase, proferida por um deles:
- “ Eu trabalhar ? Para quê ? Só pra ter chatices. O dinheirito da Caixa dá para beber umas cervejitas, o comer vou buscar ao Centro, e o quarto também é pago pelos gajos. Pra que ca#!&@ho é que eu me hei-de chatear ?”
Ora toma… E vistas as coisas por este prisma, burros somos nós, os que trabalhamos.
Burros os que cumprimos, pois sabemos que ao chegar a velhice, vamos receber menos de recompensa por uma vida de labuta, que recebem estes parasitas que nunca contribuíram nem tencionam fazê-lo.
Proponho que arrumemos a talocha, tiremos o avental, pousemos a caneta,  para nos dirigirmos em fila ordeira ao CRSS mais próximo.  Afinal, se eles andam a dar chupas eu também quero.

 

sinto-me:
música: Calling all Angels - Lenny Kravitz

escrevinhado por Mikas às 17:27

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