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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Meditando apenas

 

Chovia torrencialmente.
Todo o chão da praça estava coberto por grosso manto de agua.
Olhei as arcadas, corri até lá e abriguei-me.
O banco de pedra, húmido e frio, convidou-me a sentar..
E ali fiquei, a ver a praça feita em rio..
Lembrei-me daquele lugar no mês de Agosto, cheio de gente.
Lembrei-me doutros tempos mais quentes, mais sorridentes.
Por entre as colunas, o chafariz olhava-me com certa melancolia.
As luzes das montras vizinhas piscavam para mim.
Creio que me tentavam animar.
Levantei-me e abracei o pilar de granito gasto pelos anos.
Senti-me um pouco assim, como ele.
Por vezes sóbria, demasiado fixada nas raízes,
É difícil manter a sustentação, em certos dias, certos anoiteceres..
Custa manter a rectidão sem nos tornarmos rígidos demais.
Sentei-me mais um pouco a meditar nas coisas,
Ou estaria apenas a ver a agua a correr, nem sei.
A praça é linda de todas as formas..
Sob o sol de Agosto, sob a chuva de Dezembro.
E o que perdura é a  beleza dos momentos.
De nada vale tentar tornar eterno o que é fugaz.

 


escrevinhado por Mikas às 12:54

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1 comentário:
De DianadosBosques a 4 de Dezembro de 2008 às 10:41
Certos anoiteceres são escuros demais, frios demais... é, de facto, muito dificil manter a sustentação, quando te sentes tão vazia como o frio da noite. Ainda para mais quando há memórias que teimam em querer viver...
E julgo que o segredo está mesmo em valorizar a beleza de cada momento..
Triste e lindo ao mesmo tempo... mil beijos pariga **


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