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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Felicidade

 

 

“ Felicidade é um rapaz a andar de baloiço num jardim florido, numa tarde de primavera”
Quando somos crianças, a felicidade e o ser feliz são coisas alcançáveis  e simples. Brincar com os amigos, um pacote de rebuçados, um gelado, um brinquedo novo.. Saber que ao final do dia voltamos para casa e a mãe está lá, com um bolo acabado de fazer e uma laranjada. Saber que o Natal é época de guloseimas e prendas, luzes, cor e brilho. A Felicidade é uma coisa descontraída.
 
Crescemos, passamos a fase agoniante da adolescência. Dias há em que para se ser feliz basta acordar sem borbulhas na cara, ou sermos convidados para a festa de anos da miúda mais popular lá da escola. Dias há em que nada nos faz feliz… a não ser, talvez, aquele telemóvel xpto, um novo MP3, ou umas calças da Cheyenne.. Fase difícil esta, em que a mudança do corpo não se faz ao ritmo da mudança do pensamento, e nos deixa num turbilhão emocional extenuante, e com a auto-estima na lama. Felizmente esta fase dura pouco.
 
Entramos na idade adulta e é então que a coisa se complica ainda mais. A Felicidade passa a ser algo complexo e diversificado. O carro, as férias, as namoradas ou namorados, as saídas, as roupas… precisamos de ter e de fazer, cada dia mais, duma forma frenética. Sentimo-nos temporariamente felizes. Depois, a adrenalina desce e precisamos de mais alguma coisa que ter ou fazer, para voltar a sentir a pica da “felicidade”.
A partir dos 40 ou 50 anos, a síndrome da Felicidade por Ostentação pode agravar-se significativamente. Mas também é a fase do pânico, em que muitos se apercebem que já vão a meio da vida e ainda não a viveram. É nesta altura que muitos homens sentem a necessidade de “tentar ser feliz”.. e dá-lhes um acesso de maluqueira, arranjam uma amante muito mais nova, praticam rappel, metem um brinco na orelha, e duma forma geral metem-se em encrencas das quais se acabam por arrepender mais tarde.
Atingido o pico, começa novamente a descida, começa a simplificação do conceito de felicidade. Ser feliz no Outono da vida é ter os filhos por perto, ver os netos a brincar, uns almoços e jantares com amigos e família, fazer uns passeios, excursões, caminhadas. A felicidade é poder comer de tudo sem ter medo do colesterol ou da diabetes. A suprema felicidade é acordar cada manhã, se preferência sem dores.
“ Felicidade é um velho numa cadeira de baloiço, num jardim florido, numa tarde de primavera”.
Ainda não cheguei à fase da velhice, mas já passei por etapas em que a Felicidade era sempre o que eu ainda não tinha feito nem possuía. A Felicidade seria amanhã, quando eu tivesse ou pudesse fazer isto ou aquilo.
Hoje, para mim, a felicidade não é algo que se possa decifrar nem quantificar. É o conjunto de muitas pequenas coisas simples, como o calor do sol, as gargalhadas, os beijos, o sabor dos morangos, o cheiro do mar… não pelas coisas em si, mas pelo facto de eu as poder sentir, saborear, cheirar, ver. Hoje em dia, para mim, ser feliz não é uma ambição, é uma condição que vem de dentro, um estado que cada um pode atingir, aceitando e desejando ser feliz com o que tem ou pode ter, nunca pondo ambições e sonhos de lado, mas simplesmente não adiando a felicidade “até ao dia em que essa ambição se concretize”.
Não tenho tudo o que quero, mas sou feliz com o que tenho... porque aprendi com as crianças, a ser feliz com coisas simples.

 

sinto-me:

escrevinhado por Mikas às 15:00

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2 comentários:
De DianadosBosques a 28 de Dezembro de 2009 às 13:06
Ora bem..para ser feliz, basta querer!
E acima de tudo saber ver a beleza nas pequenas coisas, mesmo as mais insignificantes.
Concordo contigo pariga.. ser feliz é um estado de alma.
É encontrar a paz dentro de nós..com ela por perto, o Mundo é realmente um jardim florido.
E sonhar é sempre permitido.. nem que seja sonhar que acordamos de manhã sem dores lolol..
Beijo muito grande *


De allungamento pene a 9 de Setembro de 2010 às 13:25
Olá, estou a estudar Português e eu aconteceram em seu blog que bom!


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