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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2005

Chegaram os Avecs !

galobarcelos.jpg

Chegaram os champignys.Quem diz champigny's pode igualmente dizer avecs, franciscos, franceses d'Avintes que c'est tout la même chose.


O avec é o emigrante em França, espécimen bem mais castiço que o emigrante em qualquer outro ponto do mundo. Tem uma indumentária e maneira de falar e comportar-se que os distingue da demais fauna emigratória.


Se o casal de Avecs tiver mais de 50 anos então invariavelmente ele vestirá uns calções 3 tamanhos acima com uma camisa de manga curta metida por dentro dos calções, deixando a nu umas pernas tortas, atarracadas e muito branquinhas e cobertas com grosso manto de pelagem preta.. No pulso uma pulseira de ouro, bem grossa, daquelas que tem uma chapinha para se fazer uma inscrição. Nos dedos 2 ou 3 cachuchos (algo parecidos com os que usam os pimps nos EUA) e a inevitável paneleirinha debaixo do braço ou em torno da cintura. Para quem não sabe, a paneleirinha ou isabelinha, é aquela bolsa tipo pochette que os homens de muito mau gosto usam. Nos pés ostenta um chinelos ou sandálias em napa a imitar o couro, pondo à mostra umas horrorosas unhacas de pé muitos espessas e amareladas e uns cascos no calcanhar a necessitarem duma boa esfrega com pedra pomes.


A fêmea do casal inevitavelmente ostentará uma permanente muito apertada, dado ter sido feita na sexta-feira antes da partida de Champigny-Sur-Mer para terras lusas, para durar até ao fim das férias sem precisar de meter rolos na cabeça. Virá adornada com ainda mais ouro que o seu estimado esposo, sendo o ponto fulcral o cordão com uma custódia de meio quilo que traz pendurado ao pescoço. Usa daqueles vestidos leves de poliéster que compra nos grandes armazéns parisienses. Quem quiser chatear uma avec, é perguntar-lhe se comprou o vestido na "poubelle" (lixo) - é assim que os franceses designam esses armazéns, onde são despachados, aos portugueses e árabes, artigos que ninguém quis comprar há 15 anos atrás.


Logo na primeira segunda-feira após a sua chegada à terra natal, poderemos encontrar este casal no banco, com as promissórias e extractos bancários na mão, a reclamarem que o banco os está a roubar ou a duvidar das somas feitas pelo computador. No fim, em tom de ameaça, dirão ao funcionário que os atendeu que "Tiro já o meu dinheiro daqui!" ou então, virando-se para os outros clientes "Se não fossem os emigrantes a mandar dinheiro, vocês morriam todos de fome". Pois......


O Avec macho com entre 35 e 40 anos, usa o inevitável bigode à Sadam, adora vestir-se com o equipamento da Selecção Nacional de Futebol, ou então, pelo menos a camisola do Figo. Também adora camisolas de alças, com a qual podemos confirmar o seu belo bronzeado à trolha - sendo que o trolha tuga em França usa T.Shirt - e adorna o pescoço com um fio de ouro e uma medalha da cara de Cristo. Usa sapatilhas Le Coq Sportif (para dar um ar de gajo que conhece França) sem meias (nice..very nice). A respectiva esposa é adepta do uso de calções que lhe ficam a matar, realçando as pernas cheias de nódoas, derrames e varizes. Tal como no caso anterior, poderemos encontrar estes especímenes no banco, bem cedinho, na primeira segunda-feira de Agosto. Em seguida dirigem-se ao mercado atrás de sardinhas para assar.


O casal de Avecs com cerca de 30 anos é o meu preferido devido à contradição que encerram. Fazem um esforço danado por passarem por franceses. Já vestem razoavelmente..embora eles continuem a ter a tendência para a camisola do Figo. A paneleirinha é substituída por uma bolsinha à tiracolo e não falam tão alto...mas quando falam é sempre em Francês. Oh dis donc, alors.! Apesar do enorme esforço, acabam por sempre descair nos maus hábitos típicos da sua condição de Champigny. Na praia são o máximo. Eles, a mirarem descaradamente a mamocas às alemãs ou inglesas em topless na toalha ao lado. Elas a espalharem bronzeador que cheira sempre a côco nos 3 filhos com menos de cinco anos, enquanto admoestam o marido por estar a galar as bifas. Trazem a casa toda atrás deles para o areal. Sombreiro, 5 ou 6 cadeiras, a mala térmica com o almoço, lanche e bebidas, mesa de fechar, e...horror dos horrores, leitor de cassetes ou CD's, para tocarem os últimos sucessos do Tony Carreira ou dum qualquer cantor pimba francês. Como são generosos, gostam de partilhar a musica com toda a gente que está na praia. É vê-las a chamar pelo filho que fugiu para a água sem fazer a digestão:

- Jean Pierre, vien ici! .... Jean Pierre ! Vien ici tout de suit Jean Pierre!!!........... (repetir 5 vezes)......

Depois esgota-se-lhe a paciência...

- João Pedro sai já da agua, antes que eu vá aí e te rebente os focinhos! Ó meu filho da puta, não ouves eu a chamar por ti ?????


O Avec estaciona em qualquer lado e não quer saber de desgraças. Quando alguém lhe diz "Desculpe, mas o senhor está a estacionar em frente ao meu portão..." respondem com um "Ah bom ? E você vai sair? .. " se lhe respondes que não, mas que não pode estacionar frente ao portão, ele lá tira o carro, mas ao arrancar manda-te a boca "Olha lá, cabrão, se a merda do carro te estorvava! Fils de putain, vá te faire encouler".


O Avec conduz como um maníaco, e gaba-se que mesmo que mate alguém o seguro paga.


E as casas? Vale a pena falar nesses autênticos monumentos de homenagem à fabrica de Azulejos de Sacavém? Na minha zona, felizmente, a Câmara Municipal há mais de 20 anos teve o bom senso de proibir fachadas em azulejos e pinturas em cores que não sejam o branco, creme o ocre. Mas ainda temos, para regalo da vista, as casas construídas na época anterior a esta medida. Seis ou sete padrões diferentes de azulejos, casas verdes e azuis, cor de rosa e amarelas..


Até nos cemitérios, Meu Deus! Lá se encontram placas em acrílico, com flores garridas presas no meio do plástico, com os dizeres "À notre maman, nous t'aimons encore" " A notre frère on ne t'ouliera jamais"... Eu sei que o que conta é a intenção...mas não podiam ter uma intenção menos fatela e em português?


Dito isto, garanto-vos que, para mim, o mês de Agosto perdia metade da piada sem a presença da Avecada. Qual Sir Richar Attenborough na Selva Amazónica, adoro estudar esta fauna que migra sazonalmente para a Selva Lusitana.


escrevinhado por Mikas às 12:11

link do post | Diz-me o que pensas | favorito

38 comentários:
De Anónimo a 17 de Janeiro de 2006 às 01:47
Tu é que es esperto!!! Falas dos "avec" com muito jeito! Sabes que é que com pessoas como tu que eu me sinto orgulhoso de ser Portugues! Tu, Portugues de sangue que nunca tivestes (ou um membro da tua familia) de ser obrigado a partir para um pais estrangeiro! Nao pensas na situacao que estes "avec" (como costumas dizer) passaram na vida deles! Muitos tiveram que sair de Portugal para conseguir sobreviver. Acho que isso passa-te por a cabeca nao? Agora a minha geracao (filhos d'imigrante) nao queremos perder as nossas rais para nos estar longe do pais que é nosso! Se tu sabias o que é que nao se sentir Portugues em Portugal ou Frances em Franca, penso que ias falar menos do que nao conheces! Collins
</a>
(mailto:collins77140@hotmail.com)


De José Artue Gomes a 10 de Fevereiro de 2007 às 19:29
EMIGRANTE FILHO DA PUTA TU NÃO SABES COM QUEM ESTÁS A FALAR!!!!!

Eu sou um elite e vivo à custa das remessas que envias diariamente para Portugal mais as esmolas da UE que pagas através dos impostos lá em França. Apesar de viver de esmolas e vigarices, até já comprei um BMW com fundos que desviei, eu sou SUPERIOR aos emigras porque tenho um comboio de títulos e cursos, pagos pela UE e nunca tive de lavar sanitas em Paris!!! Eu sou um verdadeiro português e sou chique e elegante como o José Castelo Branco!! Eu acho que deveriam retirar a nacionalidade aos emigras que envergonham Portugal lá fora a trabalhar mas isso levaria à seca do rio de € que enviam para sustentar parasitas como eu.



De Mikas a 8 de Março de 2007 às 10:31
Ai José A.Gomes, é que é tal e qual como dizes..
Até porque se leres o meu texto eu falo nisso do "se não fossem os emigrantes a mandar dinheiro vocês morriam todos de fome". Também entendi no teu comentário um certo complexo de que os residentes por terras lusas tem complexo de superioridade. Mas sabes, alguem só consegue ter complexo de superioridade se quem estiver à beira se sentir inferior, o que deduzo que não é o teu caso.
Será que não deu para entenderes que en não critico os emigrantes em geral, mas sim o comportamento e extremo mau gosto de ALGUNS. A mania que ALGUNS tem de ostentar (aquilo que na realidade não possuem).. a mania de virem mostrar num mês aquilo que não são durante o resto do ano.
E só para que conste, eu fui emigrante durante muitos anos....e nunca me senti nem inferior nem superior a ninguem.


De Pedro a 11 de Junho de 2007 às 15:01
e por causa de comentarios como este que ja na vou de férias à portugal .
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e por causa de comentarios como este que ja na vou de férias à portugal . <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Nao</A> </A></A>escolhei as minhas origems mas escolhi a minha nationalidade , prefero ser agora francês e orgulhoso do que português e vergonhoso. ALLEZ VOUS FAIRE FOUTRE !!!


De Paula SAntos a 18 de Agosto de 2015 às 10:35
Ótimo! não venhas! é que já cansa ter de perguntar primeiro e ultimo nome e estes chouriceiros responderem todos "Chaves", "Mendes"; "Cabrita", "Rodrigues". França rouba os primeiros nomes???? As marias, os josés, os franciscos, as claudias????
Quando emigram ficam estupidos é isso???
A sério, que passe agosto rápido para voltarem lá para o pais onde pertencem (pq são eles mesmos que parece que não querem mais ser portugueses, ou pelo menos esforçam-se para tal).
Que peste.....


De José Castelo Branco a 15 de Junho de 2007 às 00:40
Ainda bem que agora dizes-te francês. A próxima vez que eu for a Paris para almoçar e fazer umas compras vou deixar um presente especial na sanita do meu hotel de 5 estrelas para tu ou outro emigra limpar!


De Corajoso que ficou a 21 de Julho de 2008 às 19:09
O post está sem duvida magnifico. As individualidades de carros alugados circulantes ownly no mês de Agosto sabem perfeitamente que são do mais piroso que há.
Os cursos dos que ficam não são pagos pela UE, como não são pagos pelo dinheiro dos emigrantes, aliás conheço muito poucos emigrantes que sejam sujeitos aos impostos nacionais sobre os rendimentos e propriedade que não é alvo de tributação no país de origem, não há dupla tributação, nem singular, nem de espécie alguma.
Depois o que se trata aqui é da falta de gosto e ostentação absurda com que o trolha ou consierge gostam de nos brindar no mês de Agosto. Vindo depois fazer comentários como os anteriores, aborrecidos por existir no país pessoas com um cerebro que já havia nascido sem que para isso fosse necessário passar a fronteira. Sim porque muitos de nós não fugimos como cobardes à guerra e fomos a salto para outro lado qualquer onde nos punham a fazer o que cá não faríamos nem pagos em ouro. Gostava que me fosse explicado como é que os cursos são pagos pela UE, null a cabeça vazia que escreveu semelhante bestialidade também pensa que o país beneficia com o facto de ele lá estar fora. Metam uma coisa na cabeça vocês estão lá fora por escolha vossa, e tirando meia dúzia de saloios que gostam de ver os bronzeados de solário das V/ filhas pirosas e de ter uns amores de verão com umas tipas sexualmente mais descaradas, ninguém vos grama. Porque mostrarem o que não possuem enoja, ou seja vocês não possuem dinheiro, e a prova é que quando voltam de todo são o mesmo ou menos que os que nunca saíram , vocês não possuem instrução porque cá não passaram o nono ano e como tal obras e lá nem o raio da língua conseguem falar em condições, ou seja vocês tentam falar duas línguas e são péssimos nas duas, vocês têm um péssimo gosto e a prová-lo está a opinião do cidadão português acerca de vós e também a do nacional francês. Tu sabes hã.
Afinal o que me descansa que vocês são fruta da época que no fim de Agosto apodrece e cai no chão.
Saudações Lusas, tenho pena que por causa de indivíduos como o Sr. os portugueses instruídos com cursos pagos por eles próprios , sejam alvo do sindrome da consierge e cada vez que vão de visita a esse país ou trabalho , tentando ser encarados como pessoas sérias lhes seja dito "ah o Sr. Dr. é português? Essa é a nacionalidade da minha empregada de limpeza, do meu jardineiro, do meu mecânico etc etc ", será que aí só as obras é que são boas não haverá faculdades, escolas actividades culturais, será que a cultura aí é o Olímpia com o tony e o makumba cheio de trolhas, deixem-se lá mas é de saudosismos e reconheçam que envergonham o país e embaraçam quem vai de férias a esses países e descobre que aí vocês não passam de carregadores sem cérebro a> .


De AVEC a 12 de Agosto de 2008 às 22:09
oi!


De AVEC a 12 de Agosto de 2008 às 22:31
Hà pouco tempo que que conheço este blog mas parece que hà muita dor de cotovelos contra os avecs,agora tendes ai os favelas. dizei alguma coisa. CORAGEM sou de origem nonchalant


De Avec a 22 de Outubro de 2008 às 13:45
caralho , que dores de cotovelo. Ainda bem que na RTPI ha publicidade para as remessas dos emigrantes sobretudo neste período de crise, senão já não havia nem um tostão para os vossos créditos :) Beijinhos de Paris...


De Corajoso que Ficou a 7 de Janeiro de 2009 às 16:19
Afinal existem avecs, que ainda que com erros ortográficos, conseguem escrever qualquer coisa em português.
Admiro a teoria disseminada entre estes pacóvios CR7 want to be da dor de cotovelo e da inveja, sim porque em Portugal todos ganhamos o salário mínimo e todos nos maravilhamos com a boa vida que os senhores le cagons ostentam.
Se me dirigisse a outros poderia dizer: já pararam para pensar que, e só assim por mera hipótese académica, há muito Português a viver no seu País que ganha muito melhor que o migra mais bem pago e que por tal facto as caganças que o migra mostra só o envergonham e parecem despiciendas, claro que isso seria possível se os srs. da Bidon ville, conseguissem pensar, no entanto como sabemos que os seus cérebros se encontram, desde o 1º dia além fronteira, com uma grave crise de identidade, esta que não lhes permite sequer saber que língua se fala em Portugal, nem lembrar-se da língua Portuguesa para falar com os Portugueses, nem sequer pronunciar ou do mesmo modo escrever em língua francesa na França, vamos ter o cuidado de explicar.
Existem em Portugal indivíduos que através de esforço seu ou dos seus pais percorreram um formação, comprando livros, aprendendo a escrever e a falar, aprendendo ciências exactas e línguas, aprendendo uma profissão, que lhes permite hoje ter forma de, além de ajudar ao desenvolvimento do país trabalhando nele, ter também uma boa vida. Como é que isso é possível, perguntam os leitores além fronteira, bem, talvez possamos fazê-los compreender que: através de trabalho e com o uso do cérebro é possível, em Portugal, aspirar a ter uma carreira bem remunerada para além do ordenado do trolha, caixa de supermercado ou operário fabril (é certo que este tipo de emprego é melhor remunerado no estrangeiro, mas isso sendo outra discussão ainda nos poderá auxiliar no presente raciocínio), estes são os tipos de profissão a que os migras com baixa instrução podem almejar, seja cá, seja noutra parte do mundo.
Olhando a realidade compreenderemos melhor, o migra que emigra geralmente não concluiu a escolaridade obrigatória, e tendo-o feito, não conseguiu completar a sua formação, nem se interessava muito por fazê-lo, isto porque, à semelhança das pessoas que não emigraram e desenvolvem em Portugal as profissões dos migras na estranja, não tiveram vontade (e não me venham com a história de que não havia dinheiro porque o estado social Português apoia todos os necessitados desde 74, claro que em troca de resultados de sucesso escolar, também é uma falácia que os cursos sejam pagos pela UE, uma vez que, e isso deveria ser explicado aos acéfalos detentores dessa opinião, os fundos de coesão não apoiam os cursos universitários, e, como não existem, por imperativo legal, afectação de receitas no Orçamento de Estado Português é obvio que não podem ficar fundos disponíveis para o ensino só porque a UE se resolveu a apoiar a criação de bio-combustível no Alentejo, bem, mas adiante porque isto já carece de um esforço do cerebelo que estou certo os indivíduos como o assinante do comentário anterior não conseguem fazer), logo sem instrução queriam o quê? Violinos. (continua já a seguir)


De Corajoso que Ficou a 7 de Janeiro de 2009 às 16:23
Digamos então que pode existir dor de cotovelo, claro que existe nos tipos que vivem em Portugal que têm a mesma falta de instrução dos migras e que trabalhando nas mesmas áreas se sentem mais mal pagos que estes (no entanto mesmo estes, parece-me são Portugueses com um nível de instrução bem acima do nível dos migrueses avecs e é só destes que falamos, e o que é pena é que o trabalho braçal em Portugal não seja bem remunerado, se o fosse já não haveria tantos migras mas enfim) eu também sentiria, se ganhasse menos de €500,00 a servir num restaurante, quando um lava sanitas migrotuguês na França ganha €1.300,00 de salário mínimo, e um chefe de obras da mesma nacionalidade depois de trabalhar 30 anos ganha €5.000,00, mês, no entanto expliquem-me onde está a dor de cotovelo do tipo que trabalhou para a sua formação e investiu em si em vez de numa casa de azulejos e que colhendo frutos da sua valorização pessoal ganha em inicio de carreira €7.000,00 mês e anda de Carrera 4 seu e não alugado com casa propria, aí as coisas invertem-se e já temos os migras em Agosto a olhar para o nosso carro, a dizer que para ter este nível de vida em Portugal temos de traficar droga, e ficam então com uma inveja javarda que recalcam, que culpa têm os Portugueses de sucesso que estas bestas tenham de ir limpar sanitas, apanhar morangos ou fazer paredes para a Europa e resto do mundo para poderem ter uma vida que caso o cérebro ajudasse podiam ter em Portugal, sem saírem da sua terra como labregos trabalhadores, mas antes e apenas como turistas, enfim já percebi que para se ser Português em Portugal é preciso ganhar mal.
Depois outra coisa que não percebo são os filhos basofes, que dizem pérolas como esta :“ e por causa de comentarios como este que ja na vou de férias à portugal escolhei as minhas origems mas escolhi a minha nationalidade , prefero ser agora francês e orgulhoso do que português e vergonhoso. ALLEZ VOUS FAIRE FOUTRE !!!”
Muito bem dito meu amigo, a sua educação e argumentos bem esgalhados são um primor e um espelho da sua cultura e dos seus pares, todos os que são como V. Exa. aí deviam ficar a comer os enlatados e a beber café de frasco também em Agosto, trabalhando com orgulho e esquecendo que Portugal existe, sendo que as reservas que enviam para cá nada mais são que maneiras de roubar o Estado e os Bancos privados, que pagando Juros que por aí não se arranjam, vão dando de mamar aos chupistas que apenas contribuem para a inflação, no entanto isto também só lhe seria compreensível se percebesse de economia e finanças publicas e privadas o que de talocha e piaçaba na mão no intervalo das 15 horas de trabalho que faz me parece impossível e por isso essas alarvidades que propugna.
Continuando, o le cagon é uma espécie admirável, e só porque são arrogantes, e só por isso, como já se viu nos comentários vou também responder na mesma moeda (por isso, não gosto de gabarolices, desculpem-me sentidamente os Portugueses honestos, Emigrantes ou não, pelas seguintes linhas dirigidas unicamente ao avec da unhaca digno desse nome) e deixar aqui uma resenha das brincadeiras que costumo fazer a essa fruta de Agosto que ainda bem que existe, que fala mal francês e português, pois assim ao encetar uma conversa com eles em francês consigo verificar que só conhecem as palavras do franceguês e farto-me de rir com as suas caretas, e então quando falo em inglês com os meus amigos na sua frente vejo a afronta, é uma espécie engraçada a quem gosto de bater o couro, gosto de os convidar para andar num carro que nunca poderão comprar e dificilmente alugar, não há muitos vanquish nos rent a car que os tipos frequentam, costumo discutir politica, sociedade, cultura e culturas do seu País de acolhimento para lhes medir e vejo a ignorância tamanha sobre o sitio onde trabalham, a sua conversa versa normalmente sobre 2 assuntos e inclui uma resposta generalista, a saber: comida, dinheiro e quando não sabem o que responder rematam sobre o assunto: “lá é tudo melhor”.
Assim, também eu me divirto com a burrice agostiana que nos invade, no entanto tenho pena que mesmo explicando o gozo que lhes damos e que nos proporcionam, a cabecinha não compreenda que se não fosse a sua azeiteirisse tipos como o Graciano Saga teriam que ter um trabalho honesto.Cet la vie


De Uma avec a 26 de Janeiro de 2010 às 01:25
Estranho uma pessoa tão estudada dizer tanta asneira. Mas afinal estás a querer comparar a tua situação com a situação de um imigrante de 50 anos (com a 4ta classe) que imigrou para França nos anos 60 sem um testão? Acho a comparação um pouco mal equilibrada.
Só para que fique registado...
Há muitos filhos de imigrantes que ganham tão bem ou melhor do que tu em França. Também eles decidiram investir na carreira.
E olha, afinal, tu também és um pouco como os “avecs” já que vieste ostentar o teu porshe carrera aqui neste blogue.
Por favor,Não se deve generalizar.

Ass: Uma Avec sucedida.


De Corajoso que Ficou a 8 de Março de 2010 às 18:46
Foi necessário mais de um ano para vir uma recalcada "avec sucedida"mente alienada demonstrar o quanto tenho razão, eu, e os que comentam na minha linha, veja o comentário do Celta.
Primeiro não sabe a diferença entre imigração e emigração. Minha senhora a sua situação é de emigrante, percebe? Com um E. Veja a diferença e corrija a calinada que eu assim até lhe dou alguma credibilidade......
"Testão", por sua vez, suponho que deve ser a moeda especial que ganham (bem) os filhos dos i(e)migrantes que i(e)migraram para França com a "4ª classe" nos anos 60 que a sr.ª conhece e que apostaram na carreira ("sucederam"????), uma vez que a palavra nada tem a ver com tostão (que já agora desde 2001 são euros também em Portugal), nem a letra O se encontra próxima da letra E no teclado, mesmo no teclado dos i(e)migrantes.
Em 3º, o que até se desculpa atentas as circunstâncias e a inteligência "sucedida", confunde um Porche com um Aston Martin, mais um exemplo de cultura lusa por terras gaulesas.
Outra nota para lhe dizer que, uma comparação não tem que ser bem, ou mal, equilibrada. Até porque não seria uma comparação mas um reflexo ou uma balança. Até porque estou convencido que há filhos de i(e)migrantes agora que são mais cepos que os seus pais quando i(e)migraram.
Por ultimo, eu até posso ter vindo ostentar para aqui, como ostento na rua quando tenho que fazer ver a individuos como a sr.ª, que felizmente são cada vez menos (por isso não generalizamos), o ridiculo em que se colocam cada vez que vêm até cá (e mesmo por aí nas terras da bastilha), mas o que ostento tem o meu nome no titulo de registo de propriedade e não o de um rent a car ou de uma empresa de locação financeira. Assim,
Antes de comentar, para a próxima, veja lá que somos capazes de ter razão pois desde o inicio que dizemos que não generalizamos. Leia os posts Sr.ª Pérola Agostiana Sucedida, até porque se não entender, todas as palavras estão no dicionário, mesmo no mais ranhoso.


De Mikas a 15 de Abril de 2010 às 12:46
Se tens 50 anos nasceste em 60. Emigraste pequenito..deves ter estudado em França, não ? Decerto que estudaste, tens de ter mais que a quarta classe. Ou entao estás a fazer mal as contas...
Deixa-te de tretas: ser estudada não implica ser inteligente (por acaso sou..) nem implica saber muito.
Lamento que não saibas ler a ironia da caricatura exagerada do meu post.


De avec vergonha de portugal a 22 de Julho de 2014 às 13:20
Escreve-se "C'est la vie", querido amigo instruído e super inteligente que por ajuda do seu lindo cérebro ganha mais que um migrotuguês burro a limpar sanitas.


De nada a 16 de Novembro de 2009 às 15:11
h


De Radical a 8 de Março de 2010 às 23:39
Por isso é que se eu fosse ditador restringia a imigração: o choque de culturas é violento e contraproducente.

A emigração é consequência de:

1 - uma sociedade rica (€€), seja porque razão for, rejeitar trabalhos menos nobres.

2 - Outra sociedade culturalmente pobre necessitar de se enriquecer.

Afinal de contas, o conhecimento é de longe o maior factor de sucesso de uma civilização/cultura.

Se uma sociedade for rica culturalmente é praticamente nula a tendência de emigração, mesmo que haja pouco dinheiro. É apenas um questão de tempo até ele ser abundante.

€€ nem sempre indica presença de cultura
cultura traz mais cedo ou mais tarde €€

Conclusão, países ricos são por norma (mas nem sempre) culturalmente mais evoluídos. Portugal é inevitavelmente culturalmente pobre.

Não razão nenhuma para pensar que uma pessoa que emigra é inferior ou superior a outra que não o faça. É preciso declarar o óbvio!? Burros e idiotas há em todo lado.

Os meus pais não são emigrantes. Eu não sou emigrante mas quero emigrar.

Não me levem a sério porque eu não parei para reflectir sobre isto. É só para atiçar a discussão :P


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