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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2006

Big Boy

paint3.bmp

He's such a big boy.
Misbehaving up to a point. Stopping short of the borderline.
No, he doesn't cross the line. 'Cos he's just a big boy, he's just fooling around.
But he don't want to hurt no-one. So he stops short of the borderline.
He's a needy big boy. Oh yeah, he needs affection.
He needs it given to him, but he won't ask. Nope, no asking.
He wants to feel loved, feel it to his bones, 24 hours a day.
Every day, all the time.
His needs are draining, but he doesn't really know.
He's a caring big boy. He's oh so sweet, oh so charming.
He's got this light up deep inside him. This warming glow.
Once you manage to burst through the outer shell you'll feel it.
Oh yeah, they flock to him, drawn to that glow.
They want to cradle him, care for him, see him. Feel him.
Most of all they want to perceive him. They seldom do.
Some may get a hint, a trace, a whiff.
But he doesn't really seem to notice. He just doesn't understand.
He's just trying to have some fun. Trying to forget, sometimes.
He's just out trying to escape those things that torment him.
I don't think he really knows exactly what torments him.
Actually, I think he just creates them in his mind.
Deep down I thing he needs to feel tormented.
Oh yeah he's a real needy, sweet, caring, lovable big boy.
Stops at the limits, 'cos he's got his morals high, you know.
Very righteous about stuff that matters, like friendship, like love.
Well this big boy's got to stop believing in ghosts.
Start believing that he well and truelly does deserve to be loved.
And just let himself wide open, let the bad guys out.
And remain open, but only let the good guys in.
He's got to believe that he is loved, all day, every day.



escrevinhado por Mikas às 11:36

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As velhotas.

ladies.jpg

Ontem fui tomar café, como é meu costume, cerca das 11.00 horas, numa padaria/pastelaria que fica perto do emprego.

Costumo beber o café ao balcão, mas hoje apeteceu-me sentar e saborear com mais calma. Apeteceu-me observar as pessoas - um passatempo meu - e tirar conclusões, provavelmente todas erradas.

Observei duas senhoras todas bem aperaltadas, a tomarem cada uma o seu carioca de limão (quem raio vai ao café beber uma agua que escaldou uma casca de limão?? adiante..), enquanto iam trocando palavras acerca do tempo frio. Pela opção de consumo e pelo modo demasiado rígido como se sentavam, deduzi que deviam ser daquelas mulheres que só comem pescada cozida com uma batatinha e couves.. A conversa delas mudou para o tema "mazelas". Uma era dores aqui e ali, a outra era dores ali e aqui. Aparentemente a médica duma delas não prestava para nada, pois nem lhe dava nada mais forte para os ossos. O médico da outra era uma jóia que se fartava de a mandar fazer exames. Um santo. Mas ela também o estimava. No Natal dava-lhe sempre uma boa garrafa de whisky.

Estas duas senhoras, concluí eu, vão durar até aos 100 anos. Sempre a queixar-se, sempre às portas da morte. Mas duram que se fartam.

Entretanto lembrei-me das três malandras sessentonas que costumam aparecer por volta desta hora para comprarem o pão para o almoço. Uma é mais reservada e só se ri. As outras duas são uma fonte de risota. Uma costuma levar um pedaço de broa (aqui cozem broas de 2,5 kgs. e cortam a peso para os clientes). A empregada invariavelmente pergunta : "Quer da ponta ou do meio?" e a senhora responde " Ai do meio, filha, já sabes que o meu home só gosta do meio". Ou então " Ai filha corta-me do meio que o meu home já não tem dentes para roer coisas mais rijas" . E riem-se... Fazem trocadilhos acerca dos cacetes, das roscas e das Bolas de Berlim. E riem que se fartam.

Elas apreciam muito o "aquele da nobela da noite, o brasileiro" (não faço ideia qual seja, mas elas sabem), que é um "pedaço de homem, se bem que o meu Tone no tempo dele não era nada de deitar fora". A mais reservada é fã do Marco Paulo. Gosta muita da musica dele da "Nossa Senhora".

Nunca as ouvi falar de doenças, dores ou mazelas. Queixas só acerca do marido que "num deita uma mão a nada" .

E ontem enquanto observava as duas senhoras bem vestidas a bebericarem o cházinho de limão e as comparei às Três S'Marias que vem à padaria de bata vestida e chinelos nos pés, concluí que, se e quando, chegar à idade delas também quero vir comprar o pão com a mesma naturalidade com que ando por casa. E não vou beber cariocas de limão nem passar a vida lamentar-me. Vou querer aproveitar todos os momentos para rir.

E não vou calçar sapatos apertados se me apetecer andar de chineos.

escrevinhado por Mikas às 10:41

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