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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Nada de jeito

 

Na falta de inspiração e talento para escrever algo de jeito.. este post é uma pequena colecção de frases, supostamente humoristicas. Espero que alguem esboce um sorriso, o que fará com que tenha valido a pena:

 

- Se não os consegues deslumbrar com a tua inteligência, confunde-os com a tua conversa da treta..
 
- Não te odeies pela manhã. Dorme até ao meio dia.
 
-Aquele que usa a frase “ É ( tão fácil ) como limpar o cu a meninos”, nunca limpou a cu a um menino.
 
- A vida amorosa é como um jogo de cartas. Se não tens um bom parceiro, pelo menos que tenhas uma boa mão.
 
- O período mais curto de tempo no universo é o Segundo Lisboeta, definido como “ o período de tempo que decorre entre o semáforo ficar verde e o carro detrás começar a buzinar”.
 
-Um verdadeiro amigo é aquele que sabe tudo de ti, e mesmo assim gosta de ti.
 
-Dar um passo atrás não é retirar. É avançar noutra direcção.
 
- Um dia o teu príncipe há-de chegar.  O meu virou no cruzamento errado, perdeu-se e é teimoso demais para pedir informações.
 
-Duvido, logo, sou bem capaz de existir.
 
-Não tentes ser o primeiro em tudo. Lembra-te..: o rato que chegou em segundo lugar à ratoeira é que comeu o queijo.

 

 

sinto-me:
música: Feel

escrevinhado por Mikas às 18:48

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Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Bichos

 

Perto do meu local de trabalho há um “farinheiro”. Eu não sei a designação correcta deste tipo de estabelecimento, mas é uma loja que vende farinhas avulso, comida para pássaros, sementes, biscoitos para cães e gatos etc. . É uma loja muito antiga, com o soalho em madeira já gasta, o balcão já com a tinta a lascar, e um ar empoeirado e acolhedor.

 

Ora bem..esta loja tem 4 funcionários. Dois estão ao balcão..e outros dois dormem em cima do balcão. Dois andam em cima de 2 pernas, e outros dois andam sobre 4 patas.

É isso.. a loja tem 2 funcionários que são gatos.

 

É muito comum este género de loja ter gatos ao serviço. Estão a ver, local onde há farinhas, sementes e outras guloseimas é um autêntico Éden para os ratos. Vai dai, os bichanos cumprem a função de manter aquilo livre de ratos, melhor que qualquer ratoeira xpto.

 

Hoje, de passagem, vi um dos empregados, a conversar com um cliente, enquanto um dos gatos dormia placidamente em cima do velho balcão de madeira, e ocorreu-me um pensamento tenebroso.. um destes dias, algum azedo da ASAE passa ali, vê os gatos e… é bem capaz de obrigar à sua remoção do local por serem um perigo para a saúde pública, e ainda aplica uma multa ao dono da loja.

 

Lembrei-me também da Loja do Papagaio. Este não é o nome da mercearia, mas é assim que é conhecida por ter um papagaio à porta. Este papagaio não é o de origem, porque o outro entretanto morreu de velhice. O falecido estava ensinado: cada vez que um cliente ia a sair a porta do estabelecimento ele gritava: “Já pagaste ? Óhhh Já pagaste ?”

 

E na mesma onda lembrei-me do gato que havia numa famosa pastelaria cá da terra. A pastelaria tem uma decoração dos finais dos anos 60. incluindo uns sofás em napa. O gato da casa era preto, lindo e descarado. Não se incomodava nada de saltar para o colo dos fregueses e dormir um sono enquanto tomavam o lanche. Aquilo era o reino dele. Os sofás de napa tinham a marca das suas unhas para provar. Ai se fosse hoje, e o tal gajo da ASAE lá passasse…

 

Também havia uma catatua noutra loja, mas essa era malcriada e chamava “calhorda “ a toda a gente e dizia-nos para “calarmos a boca”. Era uma querida.

 

Eu gosto muito de animais, e acho que o modo como são tratados e acolhidos reflecte a a maneira de ser da pessoa que os adopta. Gosto de ver gatos, cães e passarada nas lojas, nos cafés e nos restaurantes que frequento. Não vejo nisso falta de higiene. Afinal, se os temos em nossa casa, nem por isso somos menos higiénicos, e tratamos de cuidar que não haja contacto da bicharada com os alimentos.

 

Mas.. isto é um palpite meu, desconfio que este tempo está prestes a acabar, afinal os senhores da ASAE tem de mostrar serviço e facturar.

 

 

sinto-me:
música: Loss (Caim)

escrevinhado por Mikas às 16:03

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Terça-feira, 11 de Março de 2008

A Artista, é uma verdadeira Artista.

 

Sábado, 8 de Março foi um dia diferente e especial. Meti-me à estrada dentro do meu potente bólide (Honda Civic de 2000, a pedir a reforma, com a pintura arranhada e cheio de lixo), e lá fui eu, estrada fora até Idanha-a-Nova, a cerca de 400 kms.. mais coisa menos coisa, para assistir à inauguração da primeira Exposição de Pintura da minha querida amiga Guida : http://pinceisespatulasededos.blogs.sapo.pt/
 
 
Esteve tudo perfeito. A moça tem jeito p’ra coisa, sim senhor. As telas em exposição são uma pequena amostra do grande talento. A Sandra cuidou de tudo comme il faut. Saltitava dum lado para o outro a assegurar-se de que não havia falhas, e não houve. Ela também merece um grande aplauso.
 
Para quem duvidava, eu confirmo: A Guida discursou sem gaguejar! Com aquela voz mansinha e meiguinha, completamente contrastante com o seu jeito de escrever e de se exprimir em palavras, botou faladura com muito à vontade. Estava lindíssima, mas isso não é novidade. Ela é lindíssima!
 
Bom.. este foi apenas um pequeno apontamento, para dar força à Guida, para lhe dar incentivo a continuar a “borratar as telas”. Nem é por nada..é que eu queria mesmo mesmo mesmo poder gabar-me “Ah, e tal..eu sou amiga da Grande Artista Margarida”..e ver o pessoal roído de inveja.
 
Guida.. muitos beijos, muitos parabéns, continua  :).
sinto-me:
música: Closer

escrevinhado por Mikas às 10:50

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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Pedro

Faz hoje 24 anos que Pedro Homem de Mello faleceu. Faleceu mas não morreu. Permanece em cada belo poema simples que escreveu. Aqui vai um que gosto, muito.

 

 

MATER DOLOROSA

A Mãe do Poeta chora
E a sua canção inquieta

Parece pedir perdão
Aos homens sem coração
Por ter um filho Poeta...

Na praia, em pequeno, um dia
Meteu-se à onda bravia
Que, à das águas, trazia
Um peixe cor do luar...
Mas a onda fez-se mansa.
Teve dó dessa criança
Cujo crime era sonhar!

Certa noite, à sua porta,
Vieram cantar os Reis
- Ai! a de branco! a de branco!
Fulvo cabelo aos anéis...
Flor, entre os dedos, singela...
E ele, então, logo perdido,
Foi pela rua, atrás dela.
No rastro do seu vestido...

Aos vinte anos, cismador,
Esqueceu que havia as Sortes.
Magrinho, falho de cor...

Por isso, os mais, que eram fortes
(Os que tinham ido às Sortes!)
Lhe chamam desertor.

Em tardes de romaria,
Todo o mundo o viu bailar!
Quando o seu corpo bulia,
Subiam torres ao ar...
Por fim, calava-se a dança.
E ele, de novo, a criança,
Que a onda brava, depois mansa,
Recolhera no caminho...

Formou-se em Doutor de Leis.
Que pode a idade e os estudos?
Seus olhos ficaram mudos
À letra fria das leis.
Seus olhos só viam dança...
Se ainda era a mesma criança
Que ouvira cantar os Reis!

E a mãe do Poeta chora.
E a sua canção inquieta,
Perece pedir perdão
Aos homens sem coração
Por ter um filho Poeta...

sinto-me:

escrevinhado por Mikas às 11:04

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