.mais sobre mim

.Coisas que escrevi:

. ...

. Estafadêra...

. ...

. Lição de Inglês - Nº. 3

. Enfardar

. Felicidade

. Bacalhau escondido à minh...

. As velhotas na missa

. Dúvida do dia.

. A Vingança

.arquivos

. Setembro 2011

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Março 2007

. Janeiro 2007

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

. Setembro 2004

. Agosto 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Desculpas, desculpas..

 

 

Findo o lanche de chá com scones e sanduíches variados, tomado no belíssimo salão da Liga de Mulheres Caridosas da Lapa, a Sra. D. Teresinha Teixeira Villas-Boas despede-se das quiduchas companheiras de caridade, e sai à rua, muito bem penteada, extremamente apertada no seu tailleur assinado por um dos mais conceituados designers, carregadinha de jóias e casaco de vison pelos ombros. Vai algo aborrecida consigo mesma. Reconhece que abusou nos scones. Que enfado.. é sempre tão difícil resistir às delicias presentes nestas reuniões.
Pára frente a uma montra e é abordada por um mendigo todo maltrapilho.
- Minha senhora, dá-me uma esmolinha ?
- Não dou esmolas. Isso seria ser conivente com a mendicidade e eu ficaria de mal com a minha consciência !
- Minha senhora, durmo na rua, passo frio.. você tem tanto. Até tem esse casaco de peles..
- Este casaco é de vison. Pele genuína, algo condenável. Foi uma prenda do meu marido, mas não o quero. Para estar de bem com a minha consciência, vou agora mesmo desfazer-me dele !
- Oh minha Senhora, não o deite fora ! Dê-mo !  Dá um rico cobertor..
- Nem pensar. Isso seria mostrar que estou de acordo com a morte de animais para vestir a vaidade dos humanos !
- Senhora, você deve ter tanto. Olha essas jóias todas. Tantos anéis… esse aí com as pedras brilhantes dava para eu me sustentar durante meses.
- Pois. Meras bugigangas sem qualquer valor moral. Se eu lhe desse este anel, ficaria de mal com a minha consciência, pois estaria a fomentar a sua ociosidade !
- Vá lá minha senhora dê-me uma ajudinha….. tenho tanta fome. Há 3 dias que não como nada..
A mulher olha o mendigo de alto a baixo : vê aquele homem incrivelmente magro, e algo mexe dentro de si.. sente algo que há muito não sentia.
Solta um enorme suspiro..
- Olhe vê: Eis algo que você tem e eu não possuo.
O Mendigo, meio aparvalhado, mas com uma réstia de esperança, pergunta:
- O quê, minha Senhora ?
- Força de vontade, homem ! Força de vontade.
E segue o seu caminho, sem dar a esmola ao pobre.
  ......
1ª Moral da história: A vontade de agir BEM e a vontade de fazer o BEM tem de vir de dentro de cada um. Nenhum argumento conseguirá convencer quem à partida não quer ser convencido.
2ª Moral da historia: Mais depressa passará um camelo pelo cu duma agulha que o rico passará as portas do Céu.
 
3ª Moral da história : Por mais bens que possuas, haverá sempre alguém, algures, que tem algo que tu muito desejas e não tens, e inevitavelmente vais sentir inveja. (no caso da senhora rica desta história ela gostaria muito de possuir a “elegância” involuntária do pobre mendigo. )
4ª Moral da história : Um mau carácter de raiz vai sempre arranjar desculpas que justifiquem a sua falta de princípios.

 

música: Europa - Carlos Santana

escrevinhado por Mikas às 10:22

link do post | Diz-me o que pensas | favorito

Domingo, 17 de Maio de 2009

Fragmentos de Tempo

 

Pedaços..

Tive bocados de tempo

Roubados ao tempo maior.

Fragmentos de alguns momentos,

De pausas do que decorre.

Às vezes bocados de tempo pedidas,

Farripas de tempo às vezes negadas.

 

Tive silencios de quem pune

Pedidos de mais momentos.

Longas ausencias sentidas

Por quem só queria uns bocados

Que tivessem sido dados

Sem terem sido pedidos.

 

Este tempo que eu não tive

Vou guardá-lo a sete chaves,

Junto das recordações.

É meu o tempo pedido,

É meu o tempo negado.

E teu, o desperdiçado.


escrevinhado por Mikas às 00:38

link do post | Diz-me o que pensas | favorito

.subscrever feeds